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A
Matriz
Fundada em 1966, pelo imigrante Riyad Eliya Azzam,
um empresário de visão, que previu um
futuro promissor para a indústria automobilística,
a Vibrasil é uma indústria com capital
100% nacional. Situada no bairro Vila Santa Catarina,
Zona Sul de São Paulo, a Vibrasil hoje é
conhecida e respeitada no mercado pela qualidade de
seus produtos, que são considerados originais,
e a fidelidade de seus clientes que vão de Montadora
e Sistemistas ao mercado de aftermarket e exportação.
Com sua vasta linha de peças automotivas ela
desenvolve Kit´s Homocinética, Coxins,
Batentes, Buchas e Kit´s Amortecedor, tendo em
sua linha produtos originais para montadoras como Volks,
GM, Ford, Fiat entre outros. |
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Em
busca de um sonho
O conturbado cenário político do Oriente
Médio foi o principal motivo para que muitos
jovens migrassem para o Brasil na década de 50
em busca de um sonho, que se resumia em viver em uma
terra de paz. O que não seria para menos. O promissor
país da América do Sul, apesar de tantas
diferenças, que inclui a cultura, a língua
e o clima, era o país das oportunidades, em franco
crescimento, que recebia os povos de braços abertos.
Em contrapartida, o cenário no Oriente não
era nada promissor. O recém-criado Estado de
Israel, em 1948, na Palestina, resultou em uma série
de conflitos.
Encabeçado pelo presidente Yasser Arafat na década
de 50 foi fundada a Fatah, a maior facção
da OLP (Organização para Libertação
da Palestina), defensora do nacionalismo palestino,
que somando o número de integrantes tinha a maior
parte da liderança palestina, mesmo com o seu
fundador exilado no Quait.
Quinze anos após a sua fundação,
a Fatah iniciou atividades guerrilheiras, sendo a primeira
facção a atacar armadamente Israel no
final da década de 60 e, posteriormente, foi
a primeira a dar passos em direção à
paz.
Prevendo os rumos que tomaria a sua terra natal, Riyad
Eliya Azzam não tardou em se decidir e partiu.
O destino: o Brasil, motivado por amigos e parentes
que já residiam em terras tupiniquins e escreviam-lhe
cartas com os dizeres: “pode vir para cá,
aqui é um lugar bom para trabalhar”.
Convencido que a nova terra seria a sua segunda pátria,
Riyad Azzam, na época com quase 27 anos de idade,
embarcou sozinho em um navio em uma viagem que duraria
um mês até atracar no novo país.
O seu companheiro nessa longa viagem foi um dicionário.
“Vou chegar ao Brasil sabendo o idioma”,
pensou o decidido jovem, sem imaginar que futuramente
viria a se tornar um grande empresário, admirado
por todos que o conhecem.
País em festa e o novo empreendedor
Foi exatamente no sábado de Carnaval de 1950,
mais precisamente no dia 18 de fevereiro, que Riyad
Azzam chegou ao Brasil. O destino era a Rua 25 de março,
onde o trabalho já o esperava em uma loja de
atacado, do segmento de tecidos. Na atual movimentada
rua do bairro do Bom Retiro, Riyad Azzam permaneceu
por quase oito meses.
Junto a um amigo, o senhor Jorge, um novo destino o
aguardava. O promissor estado do Paraná era o
novo rumo a seguir. “Naquela época havia
uma facilidade de comprar rolos de tecido à prestação.
Decidimos ir para o interior de São Paulo e posteriormente
para o norte do Paraná. Um estado que tinha muitas
plantações de café, parecia um
faroeste, e depois cresceu com muitas pessoas migrando
para a cidade, em muitos caminhões de mudança”,
relembra o empresário.
O primeiro passo foi alugar uma loja e trazer os tecidos
de São Paulo para comercializar. Todos comprados
a prazo, os dois empreendedores não tinham dinheiro
nem para pagar a transportadora. Empresário nato
e um homem de palavra, a solução foi assumir
o compromisso de pagamento, assim que primeiro dinheiro
entrasse no caixa da nova loja. E assim foi. Em apenas
três meses os empreendedores já tinham
crédito e o primeiro empréstimo no banco
da cidade.
A sociedade durou dois anos. Por problemas de saúde
e falta de infra-estrutura no Paraná, seu sócio
voltou para São Paulo e Riyad Azzam comprou a
parte dele no negócio. Assim, Paraná foi
a sua cidade por nove anos, até que as constantes
geadas e as quedas de vendas de tecidos o fizeram a
pensar em um novo destino a seguir.
De volta à São Paulo
Seu antigo sócio, o senhor Jorge, havia adquirido
na capital paulista uma fábrica. Acostumado a
trabalhar com máquinas em sua terra natal, Riyad
Azzam foi conhecer o negócio. Com o pensamento
em trocar de ramo antes que as coisas piorassem, ele
voltou ao Paraná e fez uma grande liquidação
para terminar todo o seu estoque de tecidos. “Vendi
tudo no balcão. Com o dinheiro, vim para São
Paulo e abri uma pequena fábrica de borracha
no Jabaquara, com apenas seis funcionários e
duas máquinas e que, no começo, antes
de ser Vibrasil, tinha o meu nome”, conta.
A nova empreitada foi tão bem sucedida que em
apenas dois anos, em 1966, ele comprou o terreno de
6.900 m2, no bairro Vila Santa Catarina, atual sede
da Vibrasil. Bairro que na época era uma fazenda.
Na época, a nova empresa era composta apenas
pela fábrica, sem área de escritório
e todas as notas eram feitas em cima de um tambor.
Homenagem ao Brasil
A nova sede ganhou um novo nome: Vibrasil, um trocadilho
de Viva Brasil (inscrito em uma rua em que o empresário
passava), em homenagem ao país que o acolheu.
“Eu respeito e gosto muito do Brasil. Com todos
os problemas que esse país tem, ele ainda pode
ser considerado o melhor do mundo”, defende, complementando
que não há nenhum país no mundo
que não tenha problemas. “Aqui, o povo
é muito bom. Meus funcionários são
os melhores do mundo. Eu nunca suspendi um funcionário,
quando era preciso eu pedia ao chefe do departamento
para treiná-lo mais. Dessa maneira, meus funcionários
vestem a camisa”, ensina o empresário.
A fórmula é tão certeira que o
sr. Azzam lembra de um episódio em que um fiscal
do trabalho fez uma vistoria na fábrica. “Em
seguida ele veio à minha sala e me parabenizou,
afirmando que é muito difícil entrar em
uma empresa onde os funcionários falam bem do
dono”, orgulha-se.
Orgulho também para quem trabalha com ele. Não
é raro encontrar casos em que o empresários
ajuda os funcionários, seja para a compra da
casa própria ou por problemas de saúde.
Como conseqüência dessa confiança
mútua, a porta de sua sala nunca está
fechada. |
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O
início
Vibrasil, um nome forte que logo conquistaria as recentes
montadoras instaladas no país. Fabricando mangueiras
de borracha e perfis para carros, com apenas uma máquina
o bairro de Santa Catarina viu a fábrica crescer,
novas máquinas chegarem e a criação
de um laboratório internamente para o desenvolvimento
de peças.
Com essa mentalidade empreendedora, o primeiro cliente
da Vibrasil foi a Willys (posteriormente adquirida pela
Ford), depois a DaimlerChrysler, Volkswagen, GM. “Devagar
fui indo e quase 95% da minha venda era para as montadoras”,
diz Azzam.
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Com a ajuda de técnicos especializados, logo
a produção da Vibrasil seguiu padrões
internacionais. Em uma época em que as montadoras
tinham apenas dois fornecedores, multinacionais, a Vibrasil
era a única que competia de igual para igual
com eles.
Crescimento
Em 10 anos, a fábrica já estava totalmente
pronta e trabalhando a mil por hora, assim como o seu
fundador, que até hoje segue a rotina de trabalho.
Localizada em um bairro que logo se transformaria em
residencial, na década de 70 a Prefeitura de
São Paulo decidiu proibir indústrias dentro
da cidade.
Sem perder tempo e com a fábrica concluída,
o empresário buscou em Pirapora de Bom Jesus,
cidade próxima a Barueri, um terreno para a construção
da nova fábrica.
O terreno adquirido totalizava 40 000 m2 e foi doado
pela Prefeitura local, em nome do progresso. “Não
levou muitos meses, construí um galpão
de 3 000 m2 e lá comecei a fazer misturas e compostos.
Naquela época, a Goodyear procurava um fornecedor
de compostos e me tornei seu fornecedor. Logo começou
a dar lucro. Também comecei a pesquisar novos
materiais, novas matérias-primas, como courvin
(couro sintético). Fiquei 10 anos estudando o
mercado e buscando a melhoria da qualidade e o desenvolvimento
de novas técnicas. Em pouco tempo, consegui planejar
a montagem da fábrica de courvin. Chamei um construtor
e fiz um contrato para levantar uma fábrica de
6 000 m2. Com o fornecedor de máquinas também
fiz um contrato de seis meses. Contratei um técnico
químico para desenvolver os produtos, de forma
que antes de a fábrica ficar pronta, já
tivesse até clientes. A fábrica atrasou
quatro meses e o construtor ainda pagou multa pelo atraso
(risos). Lá também, além da fábrica
de courvin, fiz a fábrica de mangueiras”,
conta.
A fábrica no bairro de Santa Catarina não
foi desativada como previa a Prefeitura e, atualmente,
ela se dedica à produção para atender
o mercado de autopeças.
Pátria de coração
Sem nunca ter voltado à Palestina, a sua terra
natal, Riyad Azzam guarda as boas lembranças
e o sotaque. “Lá não tem tranqüilidade,
sempre tem problemas. Prefiro ficar com as boas lembranças,
do que ir lá e ver toda a terra machucada. Os
dois povos, palestinos e israelenses, não têm
muita cabeça e só criam os filhos para
mandar para a guerra. E para quê toda essa guerra?”,
questiona.
Ao contrário de seus conterrâneos, ele
constituiu uma grande família, com quatro filhos
casados que lhe deram oito netos, sendo seis meninos
e duas meninas. Sagradamente, todos os domingos a família
se reúne, transformando a casa do patriarca uma
grande festa, cercada por carinho e amor, da mesma forma
como ele conduz a sua empresa.
Entre os familiares, funcionários que o rodeiam
e os antigos funcionários, a maior lição
de vida transmitida por esse homem vencedor é
a força de vontade e a crença de que tudo
é possível, basta acreditar em seu sonho.
Uma lição de vida que é transformada
em um grande incentivo para seguir o seu exemplo. No
mundo atual, não se fazem mais homens como Riyad
Elya Azzam.
Feiras
A Vibrasil frequentemente participa de Feiras, entre
as principais no Brasil estão:
Automec (Pesada e Leve) - SP
Autopar - PR
Autonor - CE
Autoparts - RJ
No exterior participamos das seguintes Feiras: Automechanica
(Dubai)
Automechanica (Alemanha)
Equipotur (França)
Eventos Especiais
Além da participação em feiras de
negócios, a Vibrasil também leva seus produtos
e tecnologia a eventos paralelos, promovidos por entidades
ligadas ao setor. |
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Rua Coriolano Durand, 758 - CEP: 04375-050 - São Paulo - SP | Tel.: 11 5567-4900 - Fax: 11 5567-4900 |
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